
27 de agosto de 2026
O calendário de vacinação das crianças não é estático. Ele acompanha novas evidências científicas, mudanças epidemiológicas e a disponibilidade de vacinas que podem ampliar a proteção contra doenças graves.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) acaba de atualizar seu Calendário de Vacinação para 2026/2027, trazendo algumas mudanças importantes para crianças e adolescentes. Entre os destaques estão a inclusão da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), novas orientações para a prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR) e mudanças no esquema contra a poliomielite.
Mas o que essas mudanças significam para as famílias? Fique conosco até o final e descubra!
Uma das principais novidades do novo calendário é a inclusão da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), a muito conhecida como Pneumo 20.
O pneumococo é uma bactéria que pode causar doenças como pneumonia, meningite e sepse, algumas delas especialmente graves durante os primeiros anos de vida.
A Pneumo 20 amplia a proteção contra diferentes sorotipos da bactéria e passa a ocupar um papel de destaque no calendário da SBP. A recomendação da entidade, sempre que possível, é utilizar um esquema de quatro doses: aos 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 12 meses.
Até o momento da apuração dessa matéria, o SUS utiliza o esquema com a Pneumo 10, que funciona assim: a primeira dose da Pneumo 20 aos 2 meses, a segunda dose com a Pneumo 10 aos 4 meses e a terceira dose com a Pneumo 20 aos 12 meses. O esquema adaptado deve continuar enquanto durarem os estoques da Pneumo 10.
As vacinas pneumocócicas conjugadas são intercambiáveis, mas a indicação para completar ou adequar o esquema deve considerar a idade, as doses já recebidas e as características de cada criança.
Outra atualização importante envolve o vírus sincicial respiratório, o VSR. Ele é uma das principais causas de bronquiolite e está entre os grandes responsáveis por hospitalizações de bebês no primeiro ano de vida.
O novo calendário da SBP reforça duas estratégias de proteção: a vacinação da gestante, que permite a passagem de anticorpos para o bebê durante a gestação, e a imunização passiva do bebê com anticorpos monoclonais de longa duração.
Em algumas situações, o bebê pode ter indicação do anticorpo monoclonal mesmo que a mãe tenha sido vacinada durante a gestação: determinados prematuros e crianças com condições que aumentam o risco de evolução grave, como cardiopatias, doença pulmonar crônica ou imunodeficiências.
Por isso, a proteção contra o VSR não deve ser pensada de forma igual para todas as famílias. A indicação depende do contexto de cada gestação e de cada bebê.
Outra mudança destacada pela SBP é a reincorporação do segundo reforço da vacina contra a poliomielite aos 4 anos. Com a atualização, todas as doses passam a ser realizadas exclusivamente com a vacina inativada contra poliomielite (VIP), incluindo os dois reforços.
A mudança reforça a importância de manter a proteção contra uma doença que continua sendo uma preocupação global.
Uma atualização não significa que todas as crianças precisam reiniciar seus esquemas vacinais. Pelo contrário: o histórico das doses já recebidas é fundamental para definir quais vacinas precisam ser feitas, complementadas ou reforçadas.
Por isso, antes de tomar qualquer decisão, vale abrir a caderneta de vacinação e conferir o histórico da criança com um profissional de saúde.
No caso das vacinas pneumocócicas, a própria SBP orienta que crianças com esquemas completos ou incompletos procurem o pediatra para avaliar as indicações específicas.
Com tantas mudanças, é natural que as mães e os pais fiquem com dúvidas. Mas você não precisa decorar todas as vacinas, intervalos e reforços.
O mais importante é manter a caderneta atualizada e fazer revisões periódicas. A Nina saúde ajuda nessa orientação e organiza as doses que precisam programadas a partir da orientação médica!
A dica principal é que se uma vacina estiver atrasada, o ideal é não adiar ainda mais. Procure orientação profissional para verificar como regularizar a vacinação com breviedade.
Converse com o pediatra para entender se existe alguma dose pendente e quais atualizações se aplicam ao seu filho. E conte com a Nina para levar a proteção para o seu pequeno, no conforto da sua casa.
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