
26 de agosto de 2026
Quando o assunto é vacinação do bebê, é comum que os pais conheçam as vacinas oferecidas pelo SUS e, por isso, surja uma dúvida importante:
Se a vacina meningocócica B não faz parte do calendário de rotina do SUS, por que o pediatra pode recomendá-la?
A resposta está na proteção e preocupação recentemente maior contra uma bactéria capaz de provocar uma doença rara, mas potencialmente muito grave e de evolução rápida: o meningococo do sorogrupo B.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam a vacinação contra o meningococo B para crianças, especialmente porque os primeiros anos de vida estão entre os períodos de maior vulnerabilidade para a doença meningocócica.
O meningococo, ou Neisseria meningitidis, é uma bactéria que pode causar a chamada doença meningocócica invasiva.
Ela pode se manifestar como meningite, quando atinge as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, ou como meningococcemia, quando a bactéria invade a corrente sanguínea, podendo evoluir rapidamente e deixar sequelas graves ou levar à morte.
A transmissão ocorre principalmente por meio de secreções respiratórias e pelo contato próximo com pessoas infectadas ou que carregam a bactéria sem apresentar sintomas.
Existem diferentes sorogrupos de meningococo. Entre os que possuem vacinas disponíveis estão A, B, C, W e Y.
Por isso, tomar uma vacina contra um determinado sorogrupo não significa estar protegido contra todos os outros.
Essa a vacina oferece uma camada adicional de proteção contra uma das causas de doença meningocócica. Essa que seria uma precaução adicional se tornou uma atitude preventiva real após o aumento da presença do sorogrupo B no cenário epidemiológico nacional.
E, quando falamos de bebês, o momento da proteção importa.
Nos primeiros meses de vida, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e a criança depende de uma combinação de mecanismos de defesa, incluindo a proteção oferecida pelas vacinas.
Para crianças, a SBP e a SBIm recomendam, de rotina, o esquema com a vacina meningocócica B, começando aos:
3 meses: primeira dose;
5 meses: segunda dose;
12 a 15 meses: dose de reforço.
Esse é o esquema recomendado para crianças que iniciam a vacinação entre 2 e 5 meses de idade.
Entretanto, o esquema pode mudar quando a vacinação começa mais tarde:
Para crianças que iniciam a vacinação entre 6 e 11 meses, por exemplo, são recomendadas duas doses com intervalo de dois meses e uma dose de reforço no segundo ano de vida.
Entre 12 e 23 meses, também são indicadas duas doses com intervalo de dois meses, seguidas de uma dose de reforço.
O pediatra que acompanha seu filho deve avaliar a idade dele e o histórico das doses para definir o esquema adequado.
Essa é uma dúvida muito importante, atualmente, não está disponível para a vacinação de rotina de bebês.
O Programa Nacional de Imunizações oferece vacinas contra outros sorogrupos de meningococo, como a meningocócica C e a ACWY, mas a vacina meningocócica B ainda não integra a vacinação de rotina para menores de 1 ano no SUS.
Isso não significa que a vacina não seja recomendada.
Significa que existem duas coisas diferentes que muitas vezes são confundidas: o que está disponível gratuitamente pelo SUS e o que as sociedades médicas recomendam para ampliar a proteção da criança.
Atualmente, a vacina meningocócica B recomendada para crianças está disponível na rede privada e você pode agendar com a Nina para vacinar seu pequeno no conforto do lar!
Se a vacinação ainda não começou, ela pode ser iniciada posteriormente.
O esquema muda conforme a idade em que a primeira dose é aplicada, mas a criança pode ser vacinada mesmo depois dos primeiros meses de vida.
O melhor caminho é verificar a caderneta de vacinação e conversar com o pediatra ou com o atendimento da Nina saúde para definir como iniciar ou completar o esquema.
Quando falamos em vacinação infantil, é comum pensar apenas no calendário obrigatório ou nas vacinas oferecidas gratuitamente.
Existe uma diferença grande entre cumprir o calendário básico e buscar a proteção mais ampla possível para a criança, de acordo com as recomendações das sociedades médicas. E como sempre gostamos de reforçar por aqui “quem ama, cuida e protege”!
A vacina meningocócica B é um belo exemplo disso.
Se hoje ela não faz parte da vacinação de rotina do SUS para bebês, mas é recomendada pela SBP e pela SBIm para ampliar a proteção contra o meningococo B, nosso papel é de conscientização e incentivo para que todos os bebês recebam essa dose de proteção!
E, se a rotina apertada da família dificulta esse cuidado, a Nina Saúde pode ajudar levando esse os demais imunizantes até o seu lar.
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