
19 de agosto de 2026
Se você está pensando que agosto é cedo demais para falar em dengue, talvez seja justamente a hora certa para pensar nisso.
A dengue tem um comportamento sazonal no Brasil. Os casos costumam aumentar principalmente entre outubro e maio, acompanhando condições mais favoráveis para a circulação do Aedes aegypti. Em muitas regiões, o pico acontece apenas alguns meses depois.
A vacina Qdenga é administrada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Isso significa que quem inicia o esquema em agosto pode programar a segunda dose para novembro, justamente quando começamos a entrar no período de maior risco de transmissão da dengue.
É a lógica da prevenção: não esperar o mosquito aumentar, os casos dispararem ou alguém da família adoecer para tomar uma decisão que poderia ter sido planejada antes.
Sim, existe evidência de proteção precoce após a primeira dose.
Estudos com a Qdenga identificaram início da proteção ainda nos primeiros dias após a vacinação e evidências de proteção contra dengue entre a primeira e a segunda dose. Ao mesmo tempo, completar o esquema de duas doses continua sendo fundamental para obter uma proteção mais duradoura.
Por isso que não é preciso esperar a chegada do pico epidemiológico para começar proteger sua família.
E se alguém da família já teve dengue?
Ter tido dengue não significa estar protegido contra todos os sorotipos do vírus.
Existem quatro sorotipos de dengue circulando, e uma pessoa pode ter dengue mais de uma vez ao longo da vida. A Qdenga foi desenvolvida para oferecer proteção contra os quatro sorotipos e pode ser administrada independentemente de uma infecção prévia, conforme indicação.
Por isso, a história de “já tive dengue, então não preciso me preocupar” não é suficiente para deixar a vacinação de lado.
Vacinar não significa abandonar os outros cuidados
A vacina é uma ferramenta importante de prevenção, mas não substitui o combate ao Aedes aegypti.
Eliminar água parada, manter caixas-d'água fechadas, cuidar de vasos, ralos, calhas e outros possíveis criadouros continua sendo essencial.
A indicação depende da idade, do histórico de saúde e do imunizante disponível.
No Brasil, a Qdenga possui indicação aprovada para pessoas de 4 a 60 anos, enquanto a estratégia do SUS segue critérios próprios de faixa etária e disponibilidade de doses. Em 2026, o Ministério da Saúde mantém a vacinação com Qdenga para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos dentro da estratégia pública.
Gestantes, pessoas imunocomprometidas e outros grupos específicos possuem contraindicações ou precisam de avaliação individual. Por isso, antes de vacinar, é importante conversar com um profissional de saúde.
A dica da Nina é: antecipar o cuidado pode fazer toda a diferença.
Na Nina Saúde, você pode contar com vacinação domiciliar para cuidar da imunização da sua família com conforto, segurança e orientação profissional.
Antes da próxima temporada de dengue começar, confira se a vacinação da sua família está em dia.
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