
10 de agosto de 2026
Quando os dias mais frios começam a ficar para trás, é comum já relacionar que junto com os casacos também podemos guardar a preocupação com as doenças respiratórias.
Mas não é bem assim.
Para quem já passou dos 60 anos, o cuidado com a vacinação precisa continuar independentemente da estação. Vírus respiratórios seguem circulando, algumas doenças podem ter consequências mais importantes nessa fase da vida e há vacinas que fazem parte do calendário do idoso durante todo o ano.
O envelhecimento provoca mudanças naturais no funcionamento do sistema imunológico. Isso pode tornar a resposta do organismo a determinadas infecções menos eficiente e aumentar o risco de complicações.
É justamente por isso que a vacinação não termina na infância.
Segundo o Ministério da Saúde, pessoas com 60 anos ou mais possuem um Calendário Nacional de Vacinação específico. Manter as doses atualizadas ajuda a prevenir doenças graves e a reduzir complicações, hospitalizações e mortes.
E algumas vacinas merecem atenção especial quando falamos do período de maior circulação de vírus respiratórios.
Febre, dor no corpo, cansaço, tosse. Para algumas pessoas, a influenza pode significar alguns dias de indisposição. Para os idosos, entretanto, a preocupação é maior.
A infecção pode evoluir com complicações respiratórias e levar à hospitalização. O Ministério da Saúde destaca que a vacinação contra influenza contribui para reduzir hospitalizações e mortes por pneumonia em idosos.
A recomendação para pessoas a partir dos 60 anos é uma dose anual da vacina influenza da temporada. A composição é atualizada periodicamente para acompanhar as cepas previstas em circulação. Por isso é que se a dose do ano ainda não foi tomada, não é porque os meses mais frios estão acabando que ela deve ser esquecida.
A pneumonia pode ter diferentes causas, incluindo vírus e bactérias. Entre os agentes envolvidos estão os pneumococos, que também podem provocar doenças invasivas graves.
Mas a indicação de vacinas pneumocócicas depende de fatores como idade, condições clínicas, histórico vacinal e situações específicas.
No SUS, por exemplo, a vacina pneumocócica 23-valente não é indicada rotineiramente para toda pessoa com mais de 60 anos apenas em razão da idade; há recomendações específicas para determinados grupos. Por isso, a avaliação individual é importante.
Se o vovô ou a vovó possui doença crônica, condição que comprometa a imunidade ou outra situação especial, vale conversar com um profissional para verificar quais vacinas pneumocócicas são recomendadas.
O Calendário Nacional de Vacinação para pessoas a partir dos 60 anos também contempla hepatite B e difteria/tétano (dT) conforme o histórico vacinal. No caso da dT, depois do esquema básico completo, é recomendado reforço a cada dez anos, podendo ser antecipado em determinadas situações de risco.
A vacina contra febre amarela também pode ser indicada para idosos não vacinados em situações específicas de risco, como residência ou viagem para áreas com transmissão ativa.
O importante aqui é saberem que, assim como cada vovô e vovó são únicos, não existe uma única lista que possa ser aplicada igualmente a todos os idosos.
Carteiras antigas podem ter sido perdidas, algumas doses ficaram registradas em documentos diferentes e nem sempre a família sabe quando foi administrado o último reforço.
A orientação é que a pessoa idosa leve até unidade de saúde a Caderneta da Pessoa Idosa e todos os cartões de vacinação que possuir para verificar se o esquema está atualizado.
A Nina Saúde também realiza essa avaliação, sem você precisar sair de casa! Basta entrar em contato com o nosso time.
Caso alguma dose recomendada não tenha sido tomada no período adequado, a orientação é atualizar a vacinação.
O final do inverno pode virar um lembrete anual para a família. Cuidar da vacinação depois dos 60 anos não significa apenas evitar alguns dias de gripe.
Cuidar de quem amamos, é prevenir o risco de doenças que podem comprometer a saúde, levar à hospitalização e interferir diretamente na autonomia e na qualidade de vida deles.
Conte com a Nina Saúde em todos os momentos, desde a revisão do histórico vacinal e até a vacinação no conforto de casa, tornando esse cuidado mais simples para o idoso e para toda a família.
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