
19 de agosto de 2026
O primeiro ano de vida é uma coleção de primeiras vezes. O primeiro banho, o primeiro sorriso, a primeira papinha, a primeira gargalhada, o primeiro passeio…
E, entre tantos momentos que ficam guardados na memória, existe também uma rotina silenciosa de cuidado: a vacinação.
No Agosto Dourado, mês de valorização e incentivo ao aleitamento materno, vale lembrar que a proteção do bebê é construída de muitas formas. O leite materno tem um papel importante, e a vacinação também.
Algumas doenças podem ser especialmente graves nos primeiros anos de vida e muitas delas podem ser prevenidas por meio da imunização.
Ainda nos primeiros dias de vida, duas vacinas fazem parte da proteção do bebê:
BCG: indicada para prevenir formas graves da tuberculose.
Hepatite B: deve ser aplicada preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida.
Essa dupla é o primeiro passo de uma proteção que vai sendo construída ao longo dos meses.
Agora o calendário fica mais movimentado. Entram as primeiras doses das vacinas que protegem contra:
difteria;
tétano;
coqueluche;
hepatite B;
Haemophilus influenzae b;
poliomielite;
rotavírus;
doença pneumocócica.
A composição e o número de doses podem variar de acordo com o imunizante utilizado. Por isso, mais importante do que decorar nomes é acompanhar o calendário e manter as doses nos intervalos recomendados. A Nina já reuniu em um pacote todos esses imunizantes, assim além da comodidade, você garante praticidade para deixar o bebê fortalecido.
É o momento de iniciar a vacinação meningocócica. A SBIm recomenda preferencialmente a vacina meningocócica conjugada ACWY, por oferecer proteção contra mais sorogrupos. O PNI, por sua vez, utiliza MenC aos 3 e 5 meses e MenACWY no reforço de 12 meses.
Também é possível iniciar, a partir dessa idade, a vacinação contra o meningococo B, recomendada pela SBIm. Neste artigo da Nina, explicamos a diferença entre esses dois imunizantes.
Aos 4 meses, chegam novas doses das vacinas iniciadas aos 2 meses, incluindo poliomielite, vacinas combinadas, pneumocócica e rotavírus, de acordo com o esquema utilizado.
E aqui existe uma mensagem importante para os pais: vacinação é uma sequência. Ou seja, uma dose prepara. A próxima amplia e fortalece a proteção.
Por isso, perder uma data não significa abandonar o esquema. Pelo contrário, significa procurar orientação para colocá-lo em dia.
A vacinação meningocócica segue conforme o esquema escolhido. Para a meningocócica B, a SBIm recomenda, idealmente, doses aos 3 e 5 meses, seguidas de um reforço entre 12 e 15 meses.
É uma proteção especialmente importante porque as doenças meningocócicas podem evoluir rapidamente e de forma grave.Aos 6 meses: novas vacinas entram em cena
E chega uma nova proteção que passa a fazer parte da rotina: influenza, a vacina contra a gripe.
Ela é recomendada pela SBIm para todas as crianças a partir dos 6 meses. Quando a criança menor de 9 anos recebe a vacina pela primeira vez, são indicadas duas doses, com intervalo de 30 dias. Depois, a vacinação passa a ser anual.
Chegamos aos 9 meses e a proteção contra a febre amarela entra no calendário. A SBIm recomenda duas doses: a primeira aos 9 meses e a segunda aos 4 anos.
É mais um daqueles cuidados que parecem distantes quando o bebê ainda está começando a descobrir o mundo, mas fazem parte da construção de uma proteção para toda a infância.
O primeiro aninho chega e a caderneta de vacinação também ganha algumas atualizações importantes.
A partir dos 12 meses, entram vacinas como:
Hepatite A
Tríplice viral, contra sarampo, caxumba e rubéola
Varicela, contra catapora
Além dos reforços previstos para algumas vacinas iniciadas no primeiro semestre de vida, como as pneumocócicas e meningocócicas, conforme o esquema utilizado.
Para tríplice viral e varicela, a SBIm orienta que, aos 12 meses, a primeira dose de cada uma pode ser aplicada separadamente ou na formulação tetraviral. A Nina também preparou um pacotinho com os imunizantes para quando o bebê assopra as velinhas do primeiro aniversário.
Apesar do nirsevimabe não ser uma vacina, Já que é tecnicamente é um anticorpo monoclonal específico contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A SBIm considera essa uma das estratégias para proteção dos bebês contra infecção pelo VSR, juntamente com a vacinação da gestante.
Para crianças menores de 8 meses, o nirsevimabe pode ser indicado desde o nascimento, independentemente da sazonalidade, especialmente quando a mãe não foi vacinada durante a gestação. Algumas crianças de maior risco também podem ter indicação até os 23 meses. A decisão depende da avaliação individual e das recomendações vigentes.
É normal olhar para uma caderneta de vacinação e sentir que são muitas datas, nomes e doses. A Nina saúde se propõe a ser sua fiel escudeira nesse início da história mais bonita que você vai construir. Você não precisa guardar tudo de cabeça. Precisa apenas ter por perto uma equipe de saúde de confiança, manter a caderneta atualizada e perguntar sempre que alguma coisa não estiver clara.
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