Vai viajar? Confira quais vacinas devem entrar no seu planejamento

    15 de outubro de 2026

    Vai viajar? Confira quais vacinas devem entrar no seu planejamento

    Passagens compradas, hospedagem reservada, roteiro começando a ganhar forma. Quando uma viagem se aproxima, é comum pensar em cada detalhe para evitar imprevistos. Mas existe um item que nem sempre entra nesse checklist: a carteira de vacinação.

    Com a aproximação das férias e das viagens de fim de ano, outubro pode ser um bom momento para verificar se as vacinas estão atualizadas. Isso porque algumas precisam ser administradas com antecedência e as recomendações podem mudar conforme o destino, a duração da viagem e o perfil de cada viajante.

    Então, antes de fechar a mala, vamos entender por que a vacinação também deve fazer parte do planejamento.

    Por que o destino da viagem importa para a vacinação?

    Não existe uma lista única de “vacinas para viajar”. Uma viagem dentro do Brasil, uma temporada em outro continente, uma visita a uma região rural ou uma viagem de trabalho podem representar exposições muito diferentes.

    Por isso, a recomendação deve considerar fatores como:

    • país ou região de destino;

    • época do ano;

    • duração da viagem;

    • atividades que serão realizadas;

    • idade do viajante;

    • histórico vacinal;

    • condições de saúde;

    • situações epidemiológicas no local de destino.

    Além das vacinas relacionadas especificamente à viagem, esse também é um bom momento para verificar se as vacinas de rotina estão atualizadas. O Ministério da Saúde destaca, entre outras, a importância de manter proteção contra febre amarela, poliomielite, sarampo, rubéola, difteria e tétano antes de viagens.

    Por que não deixar as vacinas para a véspera?

    Porque receber uma vacina hoje não significa necessariamente estar protegido amanhã. O organismo precisa de algum tempo para construir a resposta imunológica e, dependendo da vacina, pode ser necessário receber mais de uma dose para completar o esquema.

    Além disso, algumas exigências internacionais estabelecem um período mínimo entre a vacinação e a entrada no país. Um dos exemplos mais conhecidos é a febre amarela. Quando indicada para o destino, o Ministério da Saúde recomenda que a vacina seja administrada pelo menos 10 dias antes da viagem, período necessário para o desenvolvimento da proteção.

    Por isso, começar a organizar a vacinação semanas antes da viagem oferece muito mais possibilidades do que descobrir uma pendência poucos dias antes do embarque.

    Febre amarela: quando a vacina pode ser necessária?

    A febre amarela merece atenção tanto em determinadas viagens pelo Brasil quanto em viagens internacionais. Para destinos nacionais, a recomendação depende especialmente da existência de risco de circulação do vírus na região.

    Já em viagens internacionais, existe outro ponto importante: alguns países podem exigir que viajantes apresentem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) como comprovação da vacinação contra febre amarela. Nesse caso, não basta pensar apenas no destino final. Dependendo do roteiro, conexões e países visitados anteriormente também podem influenciar as exigências de entrada.

    Por isso, vale consultar as regras específicas do destino antes da viagem.

    E o sarampo?

    O sarampo é outro bom exemplo de por que viajar com a vacinação atualizada continua importante. Mesmo em países que conseguiram interromper a transmissão endêmica, o vírus continua circulando em diferentes regiões do mundo e pode atravessar fronteiras junto com os viajantes.

    Para viagens internacionais, o Ministério da Saúde orienta a atualização da vacinação contra sarampo e rubéola e recomenda que isso seja feito, quando necessário, com pelo menos 15 dias de antecedência. A proteção é feita por meio da vacina tríplice viral, que também protege contra a caxumba. O número de doses necessárias depende da idade e do histórico de vacinação.

    Outras vacinas também podem entrar no planejamento

    Dependendo do destino e das características da viagem, outras vacinas podem ser consideradas.

    As vacinas contra hepatites A e B, por exemplo, podem ser relevantes conforme o destino, o histórico individual e os riscos de exposição. A vacinação contra doença meningocócica também pode ser indicada para viajantes que se dirigem a regiões com risco aumentado. A SBIm inclui as vacinas meningocócicas ACWY e, em determinadas situações, meningocócica B entre as possibilidades para viajantes.

    Existem ainda situações específicas em que podem ser avaliadas vacinas contra doenças como febre tifoide e raiva, de acordo com o local visitado e o tipo de exposição prevista. A vacina contra febre tifoide, por exemplo, está disponível em serviços privados de vacinação e centros de atendimento ao viajante. Isso ajuda a entender por que simplesmente pesquisar na internet “quais vacinas tomar antes de viajar” nem sempre oferece a resposta adequada.

    A recomendação precisa ser individualizada.

    Vacina recomendada é a mesma coisa que vacina obrigatória?

    Não. Uma vacina pode ser recomendada porque existe risco de exposição a determinada doença naquele destino, mesmo que nenhum documento seja exigido na imigração.

    Já uma vacina obrigatória para entrada está relacionada às regras sanitárias adotadas pelo país de destino. No caso da febre amarela, alguns países exigem a apresentação do CIVP para determinados viajantes. Isso significa que olhar apenas para as exigências de entrada também pode não ser suficiente: uma vacina pode ser importante para a sua saúde mesmo quando não é solicitada no aeroporto.

    Vai viajar com crianças? A atenção deve ser redobrada

    Quando a viagem envolve crianças, é importante conferir não apenas eventuais recomendações específicas do destino, mas também se o calendário infantil de rotina está atualizado. Como algumas vacinas possuem idades mínimas e intervalos específicos entre as doses, identificar uma pendência com antecedência facilita muito o planejamento.

    Gestantes, idosos, pessoas imunossuprimidas e pessoas com determinadas doenças crônicas também podem ter recomendações ou contraindicações específicas. Por isso, nesses grupos, a avaliação individual é ainda mais importante.

    Checklist de vacinação antes da viagem

    Se as férias estão chegando, vale incluir estes itens no planejamento:

    • separar a carteira de vacinação de todos os viajantes;

    • verificar se as vacinas de rotina estão atualizadas;

    • conferir quais doenças apresentam risco no destino;

    • consultar possíveis exigências sanitárias do país;

    • verificar se será necessário emitir o CIVP;

    • considerar o tempo necessário para cada vacina gerar proteção;

    • conferir se alguma vacina exige mais de uma dose;

    • informar ao profissional de saúde o roteiro completo da viagem;

    • avaliar condições de saúde, uso de medicamentos, gestação ou outras situações especiais.

    Quanto antes essa revisão for feita, maior a possibilidade de organizar o esquema necessário antes da data do embarque.

    A viagem começa antes de fazer as malas

    Cuidar da saúde durante uma viagem não começa quando chegamos ao destino. Começa no planejamento.

    Assim como conferimos documentos, passagens e reservas, revisar a carteira de vacinação com antecedência pode evitar imprevistos e ajudar a reduzir riscos durante um período que deveria ser aproveitado com tranquilidade. E como cada viagem é diferente, também não existe uma recomendação única para todos os viajantes.

    Na Nina Saúde, você pode revisar sua carteira de vacinação antes da viagem e entender quais cuidados fazem sentido para o seu destino, sua idade e seu histórico. Porque uma viagem bem planejada também começa pela prevenção.


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