
6 de outubro de 2026
Quando falamos em saúde feminina, é comum pensarmos em consultas ginecológicas, exames preventivos, saúde das mamas, planejamento reprodutivo e acompanhamento durante a gestação. Tudo isso é importante. Mas existe outro cuidado que acompanha meninas e mulheres em diferentes fases da vida e que muitas vezes acaba ficando em segundo plano: a vacinação.
Afinal, cuidar da saúde também significa prevenir doenças antes que elas apareçam. E o calendário de vacinação não termina na infância. Ele acompanha a mulher na adolescência, na vida adulta, na gestação e também no envelhecimento.
As necessidades de vacinação mudam ao longo da vida. Uma adolescente pode ter vacinas importantes para completar. Uma mulher adulta pode precisar atualizar doses que ficaram para trás. Durante a gestação, algumas vacinas ganham ainda mais importância porque ajudam a proteger também o bebê.
Por isso, falar sobre saúde feminina também é lembrar que prevenção não se resume a um único cuidado. O Ministério da Saúde orienta que a vacinação seja acompanhada em todas as fases da vida e que a caderneta de vacinação seja atualizada sempre que necessário.
Quando falamos de vacinação feminina, o HPV merece atenção especial. O papilomavírus humano está relacionado a diferentes tipos de câncer, incluindo o câncer do colo do útero. A vacinação ajuda a prevenir infecções pelos principais tipos de HPV relacionados a essas doenças.
No Calendário Nacional de Vacinação, a vacina contra o HPV é indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Para adolescentes e jovens que não foram vacinados na idade recomendada, existem estratégias de resgate definidas pelo Ministério da Saúde. Por isso, se existe uma adolescente em casa, vale conferir a caderneta de vacinação.
É comum associarmos vacina às crianças. Mas mulheres adultas também precisam manter a vacinação atualizada. Dependendo da idade, do histórico vacinal, da profissão, de viagens, de condições de saúde e de outras situações específicas, podem existir diferentes recomendações.
Entre os imunizantes que podem fazer parte da proteção ao longo da vida estão vacinas contra influenza, covid-19, hepatite B, difteria e tétano, febre amarela, tríplice viral e HPV, de acordo com a faixa etária e a situação individual.
O mais importante é não tentar montar o próprio calendário de memória. A caderneta de vacinação ajuda o profissional de saúde a entender o que já foi feito e o que precisa ser atualizado.
A gestação é uma fase em que a vacinação merece atenção especial. Isso porque algumas vacinas ajudam a proteger a própria mulher e outras também contribuem para proteger o bebê por meio da transferência de anticorpos. No calendário de vacinação, estão previstas para as gestantes vacinas como influenza, covid-19, hepatite B e dTpa, conforme histórico e indicação.
A dTpa, contra difteria, tétano e coqueluche, é recomendada a partir da 20ª semana de cada gestação. Outra vacina que merece atenção é a contra o vírus sincicial respiratório, o VSR. Ela é recomendada para gestantes a partir da 28ª semana, em cada gestação.
A vacinação durante a gestação ajuda a mulher a se proteger e também permite a transferência de anticorpos para o bebê, contribuindo para sua proteção nos primeiros meses de vida. É um exemplo de como a vacinação materna pode fazer parte do cuidado com duas pessoas ao mesmo tempo: a mulher e o bebê que está chegando. A gestação é uma fase em que a vacinação merece atenção especial.
O planejamento de uma gestação envolve muitos cuidados. E a vacinação pode fazer parte dessa preparação. Algumas vacinas são indicadas antes da gravidez e podem precisar de planejamento, já que determinadas vacinas não devem ser administradas durante a gestação.
Por isso, se existe o desejo de engravidar, vale conversar com um profissional de saúde e revisar a caderneta antes mesmo de começar as tentativas. Assim, é possível identificar doses pendentes e organizar a proteção com antecedência.
A vida acontece. A consulta é esquecida, uma dose fica para depois, a mudança de cidade bagunça a caderneta. Se isso aconteceu, não significa que você perdeu a oportunidade de se proteger.
O primeiro passo é revisar o histórico vacinal e receber orientação sobre como atualizar as doses necessárias. Em caso de atraso, as doses já recebidas devem ser consideradas para definir a melhor forma de atualizar o esquema de vacinação.
Cuidar da saúde da mulher não acontece em uma única consulta e não cabe em um único mês. É um cuidado contínuo, que passa por informação, acompanhamento médico, hábitos saudáveis, exames preventivos e também pela vacinação. Neste Outubro, enquanto falamos tanto sobre prevenção e cuidado, vale incluir mais uma pergunta na lista:
E, se você é mãe, vale fazer a mesma pergunta pensando nas meninas da família. Porque algumas formas de cuidado começam muito antes de qualquer doença aparecer.
Na Nina Saúde, acreditamos que informação também é uma forma de proteção. E manter a vacinação em dia faz parte desse cuidado em todas as fases da vida.
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