Tem mais de 40 anos? Veja quais imunizantes tomar

18 de setembro de 2026

Tem mais de 40 anos? Veja quais imunizantes tomar

Quando falamos em cuidado com a saúde da mulher depois dos 40 anos, é comum pensar em consultas ginecológicas, exames preventivos, alimentação, atividade física e acompanhamento hormonal. Mas existe um cuidado que muitas vezes fica esquecido nessa lista: a vacinação.

Manter o calendário vacinal atualizado é uma das estratégias mais importantes de prevenção em todas as fases da vida. E, para as mulheres 40+, revisar as vacinas pode fazer parte de uma rotina de cuidado tão importante quanto os exames periódicos.

Por que a vacinação continua importante depois dos 40?

A ideia de que vacina é assunto de criança ainda é uma das barreiras para a imunização de adultos. Algumas vacinas precisam de reforços periódicos, enquanto outras podem não ter sido administradas na infância ou adolescência. Por isso, chegar aos 40 anos pode ser um excelente momento para fazer uma espécie de “check-up vacinal”. Pois a indicação dos imunizantes vai variar conforme idade, histórico de vacinação, condições de saúde, até mesmo a profissão e outros fatores entram na conta.

Mas alguns imunizantes merecem atenção especial. E é sobre eles que vamos conversar neste artigo!

Influenza: vacina todos os anos

A gripe pode parecer uma doença simples, mas a infecção pelo vírus influenza pode evoluir para complicações, principalmente em pessoas com maior vulnerabilidade. A vacinação contra influenza é anual e deve fazer parte da rotina de prevenção, conforme as recomendações vigentes para cada grupo. Para a mulher adulta, a vacinação também pode ser uma forma de reduzir o risco de afastamentos, complicações e impactos da infecção na rotina.

Tétano e difteria: atenção aos reforços

A proteção contra tétano e difteria não termina na infância. Para adultos, o esquema e os reforços devem ser avaliados de acordo com o histórico vacinal. Quando indicado, o reforço da vacina dT é realizado periodicamente, e a situação vacinal deve ser conferida mesmo quando a pessoa não se lembra da última dose.

Se você não sabe quando tomou a última vacina contra tétano, esse é um bom motivo para tirar a carteira de vacinação da gaveta e conversar com um profissional de saúde.

Hepatite B e Tríplice Viral: conferir se o esquema vacinal está completo

A hepatite B é uma infecção viral que pode atingir o fígado e evoluir para formas crônicas. Mulheres que não completaram o esquema vacinal ou que não sabem se foram imunizadas devem ter sua situação avaliada.

Fica o alerta: não lembrar se tomou a vacina contra hepatite B não significa que você deva simplesmente ignorar a proteção. O histórico vacinal pode ser avaliado para definir a melhor conduta. Já o sarampo, caxumba e rubéola doenças preveníveis por vacinação por meio da tríplice viral, a indicação depende do histórico vacinal, da idade e de situações específicas.

Por isso, antes de simplesmente considerar que “já passou da idade”, vale conferir se o esquema está adequado.

HPV: a proteção ainda é válida no 40+

O HPV está relacionado a diversos tipos de câncer, incluindo câncer do colo do útero. A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção contra infecções pelos tipos de HPV contemplados pelo imunizante.

,Embora a vacinação de rotina tenha foco principalmente em faixas etárias mais jovens, a SBIm também prevê situações específicas em que adultos podem ser beneficiados, inclusive até os 45 anos em determinados grupos.

Buscar a avaliação e indicação médica é fundamental para que a mulher tome conhecimento se esse imunizante deve ou não ser administrado.

Não tenho minha carteira de vacinação. E agora?

Muitas mulheres chegam à vida adulta sem saber exatamente quais vacinas receberam, quais precisam de reforço ou se algum esquema ficou incompleto. A ausência da carteira não significa que a vacinação deva ser abandonada. A falta do cartão não impede a aplicação das vacinas indicadas, e é possível buscar orientação para regularizar o histórico vacinal. O mais importante é não deixar a dúvida virar uma desculpa para adiar o cuidado.

Vacinação domiciliar: prevenção que vai até você

Para muitas mulheres, um dos obstáculos para manter as vacinas em dia é justamente encontrar tempo para ir até um serviço de vacinação.

A vacinação domiciliar surge como uma alternativa prática para quem busca mais comodidade e segurança na atualização do calendário vacinal.

Na Nina Saúde, a vacinação pode fazer parte da rotina de cuidado sem que você precise reorganizar o dia para sair de casa.

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