
11 de setembro de 2026
O sarampo voltou a acender um sinal de alerta no Brasil. Não porque o país tenha perdido o status de eliminação da circulação endêmica da doença, mas porque novos casos foram registrados em 2026 e uma cadeia de transmissão chamou a atenção das autoridades de saúde, especialmente no estado de São Paulo.
Entre os casos recentes estão crianças menores de um ano, justamente uma faixa etária que merece atenção especial porque ainda não recebeu todas as doses previstas na rotina de vacinação.
O objetivo deste artigo não é colocar pais e mães em pânico. Mas de incentivarem olharem para a caderneta de vacinação.
A resposta precisa ser cuidadosa: o Brasil mantém a certificação de eliminação da circulação endêmica do sarampo, reconquistada em 2024. Isso significa que o país não apresenta transmissão sustentada do vírus originada internamente.
Mas o vírus continua circulando em outras partes do mundo. Por isso, casos importados podem chegar ao país e iniciar novas cadeias de transmissão, principalmente quando encontram pessoas que não estão protegidas pela vacinação. Foi esse tipo de situação que voltou a chamar a atenção das autoridades brasileiras em 2026. Por isso, dizer que “o sarampo voltou ao Brasil” pode causar uma impressão equivocada. O mais correto é dizer que o Brasil registrou novos casos de sarampo e precisa manter a vigilância e a vacinação em dia para impedir que a doença volte a circular de forma sustentada.
O senso comum diz e a maioria de nós replica que sarampo é “doença de criança”, isso não é verdade. O sarampo é uma das doenças infecciosas mais contagiosas que existem. O vírus é transmitido pelo ar e pode permanecer em ambientes por algum tempo depois que uma pessoa infectada sai do local. Tosse, espirro, fala e até a respiração podem favorecer a transmissão.
Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para outras pessoas mesmo antes do aparecimento das manchas características da doença. É por isso que uma única pessoa infectada pode provocar uma cadeia de transmissão quando encontra uma população com baixa cobertura vacinal. O sarampo também pode provocar complicações, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas imunossuprimidas, entre elas estão pneumonia, otite, desidratação e, em casos mais graves, encefalite.
Por isso, prevenir continua sendo muito melhor do que esperar a doença aparecer.
A principal vacina utilizada para prevenir o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Na rotina do Calendário Nacional de Vacinação, a primeira dose é indicada aos 12 meses de idade.
A segunda dose é administrada aos 15 meses, conforme o calendário vigente. Mas existe uma particularidade importante quando há circulação do vírus. Em determinadas situações epidemiológicas, crianças entre 6 e 11 meses podem receber uma dose adicional, conhecida como dose zero.
A chamada dose zero é uma estratégia utilizada em situações específicas, principalmente quando existe risco aumentado de circulação do vírus. Ela permite antecipar uma proteção para bebês que ainda não chegaram aos 12 meses, idade em que normalmente começa o esquema de rotina da vacina tríplice viral.
Não significa, porém, que todos os bebês de 6 meses precisam receber essa dose. A recomendação depende da situação epidemiológica e das orientações das autoridades de saúde. Por isso, se você tem um bebê nessa faixa etária e mora ou esteve em uma região com circulação de sarampo, converse com o pediatra ou procure um serviço de vacinação.
Ter a vacinação em dia é a melhor forma de proteção. Mas o momento pede uma conferência atenciosa da caderneta. Isso porque, na correria da rotina, uma dose pode acabar sendo esquecida, uma vacina pode ter sido aplicada em outro serviço ou o registro pode estar incompleto.
Se estiver tudo certo, ótimo. Mas se aparecer alguma dúvida, leve o documento ao pediatra, à unidade de saúde ou ao serviço de vacinação. A Nina saúde também realiza essa conferência com nossa equipe de atendimento. Uma dose atrasada não é motivo de pânico imediato, é uma oportunidade de colocar a proteção em dia.
Essa é a principal mensagem no momento: Não precisamos ter medo do sarampo. Mas precisamos “conhecer o nosso inimigo”: entender como ela é transmitida e, principalmente, manter a vacinação em dia. O aumento de casos encontra uma barreira segura quando as pessoas estão vacinadas, principalmente crianças pequenas!
Por isso, se você chegou até aqui, faça uma coisa antes de fechar esta página: confira a caderneta de vacinação do seu filho! Na Nina Saúde, acreditamos que prevenção também é facilitar o acesso à informação e ao cuidado.
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