Um século de vacinação em um artigo: a proteção que mudou a história da humanidade

3 de setembro de 2025

Um século de vacinação em um artigo: a proteção que mudou a história da humanidade

Você já parou para pensar como seria o mundo sem vacinas?


Doenças como poliomielite, sarampo, coqueluche e tétano poderiam estar presentes no nosso dia a dia, colocando em risco a vida de adultos, gestantes, crianças e até recém-nascidos. Felizmente, há mais de 100 anos, a vacinação vem transformando a saúde da humanidade, prevenindo epidemias e salvando milhões de vidas.


Neste artigo, nossa equipe de especialistas em imunizações farão uma viagem no tempo para mostrar como a vacinação se consolidou no Brasil e no mundo, e por que ela continua sendo uma das maiores conquistas da medicina. Vamos lá?


A importância da vacinação para a humanidade


Vamos voltar a um acontecimento ainda bastante recente? Quando o coronavírus (SARS-CoV-2) surgiu em 2019, tivemos uma amostra de como é viver em um mundo sem imunidade coletiva. As vacinas foram fundamentais para frear a pandemia de COVID-19 e nos lembraram de algo essencial: a vacinação protege não só o indivíduo, mas toda a comunidade.


Ao longo da história, vírus e bactérias provocaram surtos devastadores, como a peste bubônica no século XIV, que dizimou um quarto da população europeia. Mas foi graças à ciência e à vacinação que conseguimos controlar ou até erradicar muitas dessas doenças.


A história da vacinação no Brasil possui alguns marcos importantes nos últimos 180 anos. Reduzir essa história em uma linha do tempo é ocultar grandes avanços e figuras que protagonizaram essa trajetória, por isso vamos retornar em alguns destes marcos em artigos futuros. Por ora, vamos apenas mapear datas:

  • 1837 – Primeira imunização compulsória contra a varíola em crianças.

  • 1904 – A vacinação obrigatória contra a varíola gerou a famosa Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro.

  • 1961 – Primeira grande campanha contra a poliomielite.

  • 1977 – Criação da caderneta de vacinação e definição das vacinas obrigatórias para menores de 1 ano.

  • 1986 – Surge o personagem Zé Gotinha, símbolo da imunização infantil.

  • 1989 – A poliomielite é eliminada no Brasil.

  • Anos 2000 em diante – Inclusão de vacinas modernas, como contra rotavírus, HPV e meningite ACWY, ampliando ainda mais a proteção da população.

Esses avanços foram possíveis graças ao trabalho de sanitaristas, médicos e campanhas de conscientização. Hoje, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) é referência mundial e garante vacinas gratuitas para todas as idades.

E o papel da rede particular: você sabe as principais diferenças?

O PNI (Programa Nacional de Imunizações) oferece um calendário básico e gratuito para toda a população. Porém, a rede particular disponibiliza vacinas adicionais e versões mais modernas, que muitas vezes não estão disponíveis nos postos de saúde.

Mais opções de vacinas: enquanto a rede pública foca em cobrir as vacinas essenciais, a rede privada oferece vacinas extras, como a contra meningite B, gripe quadrivalente e herpes-zóster.

Menos reações adversas: algumas vacinas da rede particular possuem versões acelulares ou combinadas, que reduzem o número de picadas e efeitos colaterais.

Vacinas combinadas: por exemplo, vacinas que protegem contra mais de uma doença em uma só aplicação, tornando o processo mais confortável para as crianças.

Disponibilidade contínua: enquanto a rede pública organiza campanhas em épocas específicas, a rede particular garante acesso às vacinas durante todo o ano.

Isso significa que, ao complementar o calendário do SUS com vacinas disponíveis na rede privada, os pais podem oferecer uma proteção ainda mais ampla e atualizada para seus filhos.


Apesar de tantos progressos, os especialistas alertam: doenças eliminadas podem voltar se a cobertura vacinal diminuir. Foi o que aconteceu com o sarampo, que havia sido eliminado, mas retornou devido à baixa adesão em algumas regiões.


Por isso, manter o calendário vacinal atualizado é um ato de amor e responsabilidade. Ele protege não apenas seu filho, mas todas as pessoas ao redor, inclusive os mais vulneráveis.


Ao longo de um século, a vacinação mudou o rumo da saúde no Brasil e no mundo. Do combate à varíola até as campanhas modernas contra HPV e meningite, cada dose aplicada representa vidas protegidas.


Manter o cartão de vacinas em dia é mais do que um dever: é uma forma de garantir o futuro saudável de quem você mais ama.

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