
5 de maio de 2026
Maio é marcado pelo Dia das Mães, mas também vem ganhando um novo significado com a campanha Maio Furta-Cor, que traz visibilidade para um tema urgente: a saúde mental materna.
Apesar de todos os avanços na saúde da gestante, o bem-estar emocional das mães ainda recebe menos atenção do que deveria. E isso impacta não apenas a mulher, mas toda a rede ao seu redor.
A saúde mental materna envolve o bem-estar emocional, psicológico e social da mulher durante a gestação, no pós-parto e ao longo da maternidade. Esse cuidado inclui aspectos como:
• equilíbrio emocional
• qualidade do sono
• suporte social
• capacidade de lidar com mudanças e desafios
Alterações nesse período são comuns e esperadas. Mas quando não acompanhadas, podem evoluir para quadros como ansiedade e depressão pós-parto.
Mesmo sendo um tema cada vez mais discutido, ainda existem barreiras importantes. Especialistas apontam alguns dos principais tabus a serem desmistificados:
A ideia de que a maternidade é sempre feliz e instintiva faz com que sentimentos difíceis sejam ocultados, gerando culpa e isolamento.
Muitas mulheres evitam falar sobre o que estão sentindo por medo de julgamento ou de serem vistas como “más mães”.
Durante o pré-natal e o pós-parto, a atenção costuma estar voltada ao bebê, deixando a saúde emocional da mãe em segundo plano.
A rotina materna pode ser intensa e exaustiva, especialmente quando não há suporte familiar, social ou profissional.
Nem todas as mulheres recebem orientação sobre saúde mental durante a gestação — o que dificulta o reconhecimento precoce de sinais de alerta.
Ficar atenta aos sinais é fundamental para buscar ajuda no momento certo. Alguns deles incluem:
• Tristeza persistente;
• Irritabilidade ou ansiedade intensa;
• Cansaço extremo além do esperado;
• Dificuldade de vínculo com o bebê;
• Alterações no sono ou apetite;
• Sensação de sobrecarga constante.
Ao identificar esses sintomas, é importante procurar orientação profissional.
A campanha Maio Furta-Cor surgiu com o objetivo de dar visibilidade à saúde mental materna e incentivar o acolhimento das mães.
Ela reforça que nem toda maternidade é vivida da mesma forma e que sentimentos ambivalentes são comuns. O objetivo da campanha é claro e direto para as mamães ao desmistificar o peso e julgamento sobre o tema e incentivá-la a pedir ajuda como um ato de cuidado, não de fraqueza.
Trazer esse tema para o centro da conversa é essencial para reduzir o estigma e ampliar o acesso à informação.
Quando falamos em gestação saudável, é comum pensar em exames, consultas e vacinação. Mas o cuidado precisa ser integral.
Incluir a saúde mental na rotina significa abrir espaço para escuta ativa nas consultas, validar emoções e inseguranças e incentivar a importância das redes de apoio, com suporte psicológico quando necessário.
Afinal de contas, cuidar da futura mamãe é, também, cuidar do desenvolvimento do bebê.
Neste mês das mães, o convite da Nina Saúde vai além da celebração.
Convidamos todas as mães e gestantes a falar sobre saúde mental materna. Reconhecer que a maternidade real é complexa, intensa e, muitas vezes, desafiadora ajuda a confortar outras mulheres e prepara tentantes para que na vez delas tenham atitudes preventivas adequadas.
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