
9 de janeiro de 2026
Em algumas situações, o organismo precisa receber medicamentos de forma mais rápida e eficaz do que a via oral consegue oferecer. A infusão de medicamentos atende a essa necessidade ao permitir a administração direta na corrente sanguínea ou nos tecidos, com maior controle da dose e do tempo de ação.
É comum surgirem dúvidas: quando esse tipo de administração é realmente necessário? Como funciona o processo? Existem diferentes tipos de infusão? Ao longo deste artigo, você vai encontrar respostas claras para essas perguntas e entender melhor quando a infusão de medicamentos é indicada para o paciente.
A infusão de medicamentos é um procedimento médico no qual os medicamentos são administrados diretamente na corrente sanguínea ou nos tecidos subcutâneos, por meio de agulhas, cateteres ou bombas infusoras, sempre em ambientes clínicos preparados e com materiais esterilizados. Esse método permite que o organismo receba o tratamento de forma mais rápida, segura e controlada.
Diferente da administração por via oral, a infusão garante absorção total do medicamento, evitando interferências como o ácido gástrico, que pode reduzir a eficácia de algumas substâncias, ou dificuldades de deglutição comuns em pacientes debilitados. Além disso, a infusão possibilita a liberação gradual e precisa das doses, o que é fundamental em tratamentos que exigem efeito imediato ou controle rigoroso, especialmente em condições clínicas mais graves.
Os tipos de infusão de medicamentos são definidos de acordo com o tempo de administração, a urgência do tratamento e a resposta esperada do organismo. Essa classificação permite que o profissional de saúde escolha a forma mais segura e eficaz para cada situação clínica.
Infusão em bolus: administração muito rápida, com duração de até 1 minuto. Indicada quando é necessário efeito imediato, como em emergências ou uso de medicamentos de ação rápida.
Infusão rápida: dura entre 1 e 30 minutos. É utilizada para medicamentos e soluções, como soro fisiológico, que precisam agir rapidamente, mas ainda com controle da velocidade de infusão.
Infusão lenta: realizada em um período de 30 minutos a 1 hora. Indicada para medicamentos que devem ser liberados de forma gradual, reduzindo o risco de efeitos adversos.
Infusão contínua: ocorre por mais de 1 hora, sem interrupções. Muito comum em internações prolongadas, quando é necessário manter níveis constantes do medicamento no organismo.
Infusão intermitente: feita em sessões com intervalos entre elas, como aplicações repetidas ao longo do dia. É indicada para tratamentos que exigem doses fracionadas por períodos mais longos.
A infusão de medicamentos é indicada principalmente quando a administração por via oral não é eficaz ou não pode ser utilizada. Isso ocorre em situações como náuseas e vômitos intensos, problemas digestivos graves, dificuldade de absorção de medicamentos ou quando o paciente não consegue engolir, como em casos de maior fragilidade ou internação.
Esse tipo de administração também é fundamental em situações de emergência, como infecções graves, desidratação intensa, envenenamentos, perdas sanguíneas significativas e atendimentos de primeiros socorros, nos quais é necessária uma ação rápida e precisa. Além disso, a infusão é amplamente utilizada em tratamentos específicos e de longo prazo, como doenças autoimunes (a exemplo da artrite reumatoide e do lúpus), terapias oncológicas, uso de imunossupressores, tratamento da osteoporose e reposição de vitaminas e minerais.
O soro fisiológico é outro exemplo bastante comum de infusão, especialmente em internações, sendo utilizado para hidratação e manutenção do equilíbrio do organismo, com absorção imediata e efeito rápido diretamente na corrente sanguínea.
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